sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Não havia nuvens, ele estava limpo e laranja, o céu, escuro e alaranjado pelas luzes da rua. Então eu e o meu cigarro deitamos no asfalto. Não entendo muito sobre a exclusividade, e duvido que mais alguém não olhava para aquele mesmo céu de algum outro lugar qualquer. Esse mundo é tão cheio de gente, de gente que nunca nem escuto falar, que vive ao mesmo tempo, vê as mesmas coisas, sente também, e quem sabe já até desapareceu sem fazer alguma diferença para mim. Mas quando o cigarro apagou, éramos apenas eu, aquele céu, e até onde os meus olhos alcançavam. Até onde os meus olhos alcançavam? Talvez, se não fosse verdade, eu nem diria que alcançam muito mais do que eu jamais poderia ver, pois esqueci meus olhos dentro dos olhos daquele garoto, e ele fica muito longe, muito longe daqui.
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